Engenheiro que utiliza cão-guia elogia projeto do deputado Ted Conti

Projeto de Lei de autoria do Deputado Ted Conti que institui política Nacional de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia, foi aprovado por comissão na câmara e vai ajudar mais pessoas.

 

Caminhar pelas ruas e desviar de obstáculos como buracos, postes, árvores e até dejetos de animais é uma tarefa bem simples, certo? Não para que tem deficiência visual. Neste caso, fazer tarefas simples e cotidianas em vias públicas, se tornam um pouco mais complicadas. A pessoa nesta condição passa a depender de algo que a ajude a identificar o que vem a sua frente a cada passo, como uma bengala ou um cão-guia, por exemplo.

 

No Brasil, existem cerca de 150 cães-guia treinados para apoiar deficientes visuais ou com baixa visão. Segundo levantamento realizado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, no país, mais de 1,5 milhão de pessoas, o equivalente a 0,75% da população, têm deficiência visual. 

 

O engenheiro agrônomo, Ícaro Klippel Lugão, 25 anos, foi acometido por uma doença chamada Retinose Pigmentar que prejudica sua visão desde os 10 anos. A pouco mais de um ano, conta com o apoio de Adam, um labrador amarelo, de quatro anos. O jovem relata que sua vida mudou bastante com a presença do animal. “Foram muitas mudanças. Ele é muito mais que um cão-guia. Superou demais minhas expectativas. Antes da chegada dele, eu nem queria sair muito de casa, porque não me sentia seguro para enfrentar os obstáculos da rua. Hoje, com o Adam, eu me sinto completamente seguro, sem preocupação de andar pelas vias e tropeçar em algo ou até cair em algum buraco”, relata. 

 

A qualidade de vida do Ícaro mudou com a convivência com seu cão-guia. Para que outras pessoas como ele, possam ter esta mesma experiência foi aprovado na câmara federal pela comissão de Seguridade social, projeto do deputado federal Ted Conti, que institui a política Nacional de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia.

 

A falta de centros de treinamento de instrutores especializados é uma das razões para o baixo número animais disponíveis. Para este tipo de instrução é necessário conhecimento especializado e dedicação de quem aspira a atuar nesta tarefa de formação. 

 

“A oferta existente não atende ao público em questão que se tivesse acesso a um cão-guia, poderia exercer seu direito constitucional de ir e vir, e, em consequência, outros direitos de cidadania com mais autonomia e independência. Precisamos viabilizar por meio legal, o desenho dessa política pública, os aspectos estruturais e operacionais a serem observados, além da necessária previsão de recursos orçamentários para criação, expansão e aprimoramento desse tipo de serviço, de forma que o público-alvo da política possa ter acesso regular a tão importante tecnologia assistiva. Precisamos tornar a formação de instrutores e de cães-guia uma política pública que não venha a sofrer solução de continuidade por conta de escolhas governamentais”, destaca o deputado Ted Conti.

 

“A ideia é muito boa e vai ajudar muitas pessoas. Quanto mais pessoas capacitadas para este fim, melhor será para garantir que este benefício chegue a quem mais necessita”, declarou o engenheiro. 

 

Agora, o projeto, que foi aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família, segue para a Comissão de Trabalho e depois para Comissão de Constituição e Justiça.

 

Para conferir o texto desta proposta na íntegra e também das demais propostas e emendas apresentadas pelo deputado, basta acessar o site da Câmara.